A pequena Sofie e sua adaptação com o Chico

Por Suzana. Postado em: Destaques, Dicas sobre Gatos, Geral, Histórias de Amor

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Publicado em 23 de janeiro de 2012

Os leitores do site sabem que temos somente o Chico aqui em casa, mas tenho uma novidade. Na última sexta feira, adotamos a Sofie, uma bebezinha que foi jogada no lixo em uma caixa lacrada junto com sua mãezinha, seus irmãos e uma outra gata adulta. Sofie foi encontrada por um catador de lixo que, ao ouvir os miados, abriu a caixa e ao ver todos aqueles gatinhos branquinhos, levou-os para casa.
Logo, uma moça de muito bom coração,  a Tetê, ajudou a promover uma pequena campanha no facebook para que todos os gatinhos fossem adotados.
Eu amoleci quando soube da história desses gatinhos que se destacou diante de tantos outras histórias de abandono. Pensei como seria ter mais um gato em casa: espaço, tempo para me dedicar a ele, mas, principalmente, na sua adaptação com o Chico.

Eu sabia o quanto podia ser difícil fazer com que um gato “dono da casa” aceitasse mais um para dividir o reinado. Mas, já até tinha escolhido o nome e não resisti, adotei a Sofie. Quando a vi, magricela de olhos verdes, falei “Sofie, torça para o Chico ser seu amigo”.
Foi dificil, mas tentei seguir as orietações que tanto li na internet sobre a apresentação de um novo gato ao veterano. Bom, levei a pequena no veterinário para matar as pulguinhas, ser vacinada e tomar as medicações necessárias para poder levá-la para casa.
No sábado a busquei na clínica e trouxe na caixa de transporte e quando o Chico a viu ficou todo nervoso e fez aquele som mostrando os dentes como se tivesse brigando, um grunhido.
Depois de alguns minutos, arrumei um canto no meu quarto com a caixinha de areia, água e comida, que eu havia comprado no dia anterior, e ela logo se sentiu em casa brincando com os brinquedos que o Chico não dá mais atenção.
De hora em hora, levávamos o Chico para espiar a Sofie, e a reação era sempre a mesma, grunhidos e dentes a mostra. E assim foi durante todo o sábado. Naquela noite, acreditem eu dormi com a Sofie no quarto e o Adriano, meu esposo, dormiu com o Chico na sala.
No domingo pela manhã resolvemos tentar uma aproximação mais avançada, e deixamos a porta aberta, o Chico entrou cherou tudo e olhava desconfiado para a Sofie que brincava sem nem ligar para sua presença.
Bom, quando percebemos, apesar de alguns grunhidos de ambas as partes, logo os dois estavam convivendo civilizadamente. Claro que o Chico mostrou quem “mandava” na casa, mas quando ele percebeu que a Sofie não representava uma ameaça a ele, relaxou e ensaiou as primeiras brincadeiras.
O Chico ainda não voltou ao seu normal, mas está se adaptando e aceitando a dividir seu espaço com a Sofie.
Eu resolvi contar os detalhes para poder ajudar quem está passando por esta situação, ou pensa em adotar um novo gatinho e não sabe o que fazer.
O veterinário disse que o gato reage melhor a um novo gato quando este é uma fêmea, portanto se for um outro gato macho, pode ser que a convivência não se daria tão rápido. Além disso, deve-se levar em conta se são gatos adultos, se um dos gatos era acostumado a ficar sozinho, enfim. Por isso é importante a orientação de um veterinário de confiança para que o primeiro encontro não seja traumático. Durante esse mês eu conto como tem sido a adaptação entre o Chico e a Sofie.
Ah, sim… Felizmente, todos os gatinhos foram adotados.

 



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13 Comentários

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  1. Eles já estão brincando juntos, bem lindos…

  2. Oba! Fico feliz que a Sofie tenha encontrado um lar! Tantos animais na rua que são abandonados… Uma notícia dessas me conforta!!!

    Agora, só observa o Chico, as atitudes dele! Geralmente quando tem amiguinho novo na área, os gatos mais velhos constumam mudar alguns hábitos e até ficar doentes… Uns gatos meus já tiveram depressão…
    É bom observar e não deixar que a Sofie pegue o lugar dele, por exemplo: se o Chico ama deitar em um lugar, ensine a ela que aquele lugar é do Chico, etc.

    Beijos e boa sorte com a nova integrante!!

    • Obrigada Gisele!
      O Chico tem dois anos e já se acostumou com seus lugares, suas manias.
      Vou seguir seu conselho!

  3. Muito linda a Sofie! Parabéns pelo seu gesto tão amoroso.Eu também fiquei com receio de adotar ,pois a Nala reinou em nosso lar por 10 anos sózinha,mas acabei adotando mais dois, o Flokinho, já está conosco á dois anos, e a Quiara … que está com uns dez meses. ,e acabou dando tudo certo, a Nala não se mistura com os outros por ser mais velha,é cheia de mania…mas no caso do Chico ele é jovem e vão se tornar ótimos companheiros!!!Abraços!!!

    • Obrigada pelo carinho, Rosana.
      Realmente desde sábado as coisas estão mudando..a Sofie é uma atentada e vive mordendo o rabo do Chico.. ele dá um tranco nela…haha..mas estão se tornando inseparáveis, e isso está sendo incrível pra nós!!

  4. Oi Suzana!

    Que coisa mais fofa que é a Sofie, Parabéns e muitas felicidades pra vocês….

    • Obrigada Iolanda…ela é fofa e muito sapeca..rs.

  5. Tenho uma gata de quase 9 anos, a Lua, e estou pensando em adotar o Frajola, de 5 meses. Ele é um dos filhotes de uma gata que apareceu na casa da minha mãe prenha e teve os filhotes lá. Ele é extremamente ronronador e carinhoso e como moro sozinha acho que a Lua precisa de uma companhia. Mas dá um medo danado que as coisas não funcionem entre eles.
    Por outro lado já me afeiçoei ao Frajola e não gostaria que ele fosse adotado por outra pessoa. O qua fazer?

    • Olá Marcella, agora que adotei a Sofie vejo que o Chico precisava de um irmãozinho. Ele levou dois dias para não chiar mais para a Sofie, mas hoje eles são grandes amigos. Uma conhecida minha também resolveu adotar uma irmã para seu Kenzo, e eles se deram muito bem desde o prmeiro minuto. Portanto, vai depender de como o seu gato é, talvez ele aceite logo de cara, talvez não. Mas não desista. O importante é a Lua não se sentir substituída ou que está perdendo seu lugar de “rainha” da casa. Os gatos são muito territorialista e geralemnte não gostam de um gato estranho por perto. Portanto, seria importante levar o Frajola dentro de uma caixa de transporte e apresentá-lo à Lua, veja a reação dela e, se possível, deixe os dois em ambientes separados por no mínimo um dia. Assim, ela vai sentindo o cheiro do Frajola e se acostumando com ele. Aos poucos vai aproximando os dois. Se ela apenas chiar para ele, sem violência, não separe nem repreenda, apenas fique por perto. Como a Lua já é adulta e pacata, talvez seja indiferente à presença do Frajola. Converse com ela, faça carinho, demosntre que está tudo bem. Aos poucos as coisas vão se ajeitando e a natureza dá o seu jeito.. Espero que de tudo certo e que a Lua e o Frajola sejam grandes amigos.

  6. Que coisa mais linda!!!!impossível não se apaixonar pela Sofie…parabéns pela atitude de adotá-la e de dar a ela um lar!!!!O fato de serem do sexo oposto ajuda na adapatação ou isto não influencia em nada na boa convivencia – ou não – entre veteranos e novos habitantes? Obrigada….

    • Josana, ela é nosso chumacinho de algodão..hehe.

      O fato de ser do sexo oposto ajuda sim, segundo informações do veterinário.
      Isto porque o gato macho, por exemplo, ao perceber outro macho na casa, pensa que está ali para competir. Portanto a tendência, em tese, seria de que o macho aceitaria melhor a convivência de uma fêmea.
      Claro que isso pode variar de gato para gato. Veja esse exemplo: Enquanto o Chico levou algumas semana para aceiatr totalmente a Sofie, o Kenzo (irmãozinho da Sofie) aceitou recentemente uma nova irmãzinha na casa, e isso no mesmo instante que a conheceu, sem qualquer “frescura”.
      Então, embora hajam algumas regras, vai depender de caso a caso.

  7. Oi !
    Eu tenho uma cadela de 4 anos e acabei de pegar uma gatinha que não tem mais de 2 meses, elas não se deram bem. Minha cadela está morrendo de ciúmes e sempre vai atrás da Sininho, a gata. Felizmente, a Sininho já arrumou esconderijos e consegue escapar. Mas, se elas não se adaptarem, terei que devolver a Sininho :(… Enfim, tem alguma coisa que eu tenho que fazer para elas serem “amigas” hehe e conviverem harmonicamente ?

    Beijo,
    Ana.

    Ps:. Estou desesperada, me responda ! ^.^

    • Ana, o ideal era acostumar desde o primeiro dia apenas como cheiro no ambiente.

      Deixar ambas em locais separados.

      Aos poucos ir mostrando para sua cadelinha a nova moradora, mas sem deixar elas se encostarem.

      Forçar o relacionamento pode não dar muito certo.

      Perceba se nada melhorou. Se não houve nenhuma mudança no convívio delas.

      Se sua cadelinha ainda não aceitou e sua gatinha está correndo riscos, o ideal seria achar alguém que pudesse adestrá-los ou ajudar pessoalmente com o convívio deles.

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